Os pediatras costumam sugerir que as frutas sejam a primeira novidade na dieta do bebê, a partir dos seis meses de idade (até quando deve durar a amamentação exclusiva).

Até há pouco tempo era muito comum à recomendação de iniciar a introdução alimentar com sucos, como o de laranja-lima. Mas atualmente, os pediatras geralmente priorizaram as fibras e a textura das frutas. A Academia Americana de Pediatria orienta que sucos só sejam oferecidos depois de 1 ano de idade, por exemplo.

Você pode começar a apresentar as frutas aos poucos, de manhã e à tarde. Comece com uma de cada vez, para observar possíveis reações. Espere dois ou três dias até introduzir outra, principalmente se seu bebê tem histórico de alergia alimentar.

De início, pode ser que o bebê não aprecie muito o gosto da fruta, mas vale a pena insistir para, aos poucos, ir educando o paladar da criança. Pode demorar até dez tentativas para ela aceitar a novidade.

Experimente raspar ou amassar banana (prata, maçã ou nanica), pêra ou maçã (crua ou cozida) e dar com uma colher pequena, aumentando a quantidade à medida que o bebê demonstrar mais interesse.

Como saber se a criança está satisfeita?
O apetite do bebê vai mudar a cada refeição, por isso é melhor prestar atenção aos sinais que ele dá. Quando a criança se recusa a abrir a boca para a próxima colher, vira o rosto ou começa a brincar com a comida, é porque provavelmente está satisfeita.

Não se preocupe demais achando que o bebê não come bem por causa de uma única refeição ou dia. O importante é observar a qualidade e a quantidade dos alimentos ingeridos ao longo de uma semana.

Qual a melhor forma de introduzir alimentos na dieta do bebê?
Cada alimento precisa ser introduzido aos poucos — e de preferência um por vez. O bebê precisa de tempo para se acostumar aos novos gostos e à consistência dos alimentos.

Além disso, a introdução gradual de diferentes alimentos possibilita que você identifique os sinais de uma possível reação alérgica, como a presença de diarreia, dores de barriga ou manifestações cutâneas. Experimente um alimento novo a cada dois ou três dias, começando com frutas e depois introduzindo também legumes e verduras, que são mais fáceis de digerir do que as carnes.

Depois do passo inicial da nova dieta com as frutas, você pode tentar introduzir uma sopa “salgada” (na verdade feita com legumes, tubérculos e verduras, mas com muito pouco ou nenhum sal) na hora do almoço. Quando perceber que seu filho já está comendo bem a sopa do almoço, dê uma também na hora do jantar.

Caso o bebê demonstre não ter gostado da experiência, tente oferecer o mesmo alimento alguns dias depois. Pode ser que a reação seja a mesma, mas não desista, porque muitas vezes as crianças acabam se acostumando aos novos sabores.

Saiba que:

Não se deve dar mel às crianças até 1 ano de idade devido a um pequeno risco de botulismo infantil (mesmo depois dessa idade, quando for dar mel, certifique-se da procedência e de que tenha um selo de fiscalização do Ministério da Agricultura; evite produtos caseiros).

Alguns pediatras recomendam o uso de vitaminas e ferro nessa fase, dependendo da dieta do bebê. Principalmente nas regiões Sul e Sudeste, os médicos preferem receitar vitamina A e D para as crianças, porque a exposição ao sol é menor. A administração de ferro é determinada caso a caso, mas em alguns casos é mais comum, como quando se trata de prematuros.
Os alimentos sólidos vão mudar o aspecto das fezes do bebê?
Sim, o cocô tende a mudar de cor e, prepare-se, de odor. Isso é normal. Além disso, alguns alimentos prendem, enquanto outros soltam o intestino. Converse com seu pediatra caso elas estejam duras demais e causando dor para sair.