Não há como negar que ouvir música é bom demais. Dá pra relaxar, se animar, concentrar… Nos primeiros mil dias dos bebês, que vão da gravidez até os dois anos de vida, as melodias trazem ainda mais benefícios. Incentivar a relação das crianças com a música desde cedo só traz vantagens: diverte e relaxa os pequenos, ajuda no desenvolvimento e estimula a criatividade.

A partir da 20ª semana de gravidez o a audição do bebê já começa a se desenvolver. Lá de dentro da barriga, ele já escuta a mãe falar e cantar. A voz dos pais fica gravada na memória das crianças desde dessa época, segundo a fonoaudióloga Raquel Luzardo, mãe de Gabriel. É por isso que elas se acalmam ao ouvirem o pai e a mãe, depois de nascer.

“O mesmo acontece com a música. Se a mãe ouve com frequência durante a gestação, ela faz com que o bebê, após o nascimento, reconheça e se acalme com as músicas”, explica a especialista em linguagem, que também atua em atendimento clínico infantil.

Depois que o bebê nasce, é também por meio das músicas que ele começa a perceber um mundo cheio de possibilidades de novas palavras. “Melodias e ritmos que são importantes para o desenvolvimento da fala, do aumento do vocabulário e também na articulação das palavras”, completa a fonoaudióloga.

Esses benefícios não são conseguidos apenas com músicas infantis. É interessantes apresentar para a garotada todo o tipo de canção. Vários tipos musicais, além de ampliar o repertório, favorecem novas possibilidades de gosto musicais para elas.

 Mas será que existe uma canção ideal, capaz de deixar a maioria dos bebês felizes? Com o intuito de responder a essa pergunta, a empresa C&G Baby Club recrutou um time de especialistas: uma compositora, uma psicóloga musical e um especialista em desenvolvimento infantil.

A equipe fez um estudo e revelou que os bebês preferem canções que tenham melodias principais simples, mas que sejam repetitivas, e que eles se divertem quando aparece uma surpresa no meio do caminho, como quando surge algum efeito inesperado, por exemplo. Os baixinhos ainda tendem a gostar de vozes femininas e músicas mais rápidas, já que os seus batimentos cardíacos são mais acelerados do que os dos adultos.

Todos esses resultados foram enviados para a compositora Imogen Heap, que tem uma filha de 18 meses, e aceitou o desafio de criar uma canção para deixar os bebês felizes. Ela fez quatro melodias – duas mais rápidas e duas mais lentas -, que foram ouvidas por um grupo de crianças entre 6 e 12 meses e seus respectivos pais.

Com esse experimento, foi possível notar o interesse por um dos sons, assim foi criada a “The Happy Song”, que fala sobre como os pais amam os seus filhos aonde quer que estejam – no céu, no oceano, em um foguete ou numa bicicleta. Confira a música e o making off:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=54&v=XjpraGVs2Sg

A fonoaudióloga alerta apenas para o volume, que não deve ser muito alto. De acordo com a especialista, passar longos períodos com fones de ouvido também não é recomendado para não prejudicar a função auditiva das crianças.

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