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Nesta fase é absolutamente normal estar com sensibilidade aflorada, afinal é uma mistura de sentimentos: alegria da chegada do filho, o medo, a insegurança e a ansiedade.

 

Puerpério ou pós-parto é um momento super delicado na vida da mulher. Neste período, ela se depara com diversas modificações, tanto fisiológicas quanto psíquicas. Os hormônios caem drasticamente, o útero contrai voltando ao tamanho original e as contrações uterinas são constantes especialmente devido ao estímulo da amamentação. Sem contar o processo do parto, que deixa a mulher exausta, seja normal ou cesárea, e toda atenção que se dedica ao bebê,  interferindo no sono da mulher e, consequentemente, deixando–a ainda mais sensível.

Por isso, nesta fase é absolutamente normal estar com sensibilidade aflorada, afinal é uma mistura de sentimentos: alegria da chegada do filho, o medo, a insegurança e a ansiedade em lidar com tudo. Por outro lado, ficar dependente de uma ajuda em relação aos cuidados com o bebê, e de ordem prática, como tarefas domésticas e outras atividades.

A administradora Renata Lilian Dias Fernandes Perius, de 33 anos, teve duas meninas de cesárea, Rafaela, que tem 13 anos, e Laura, que está com 3 meses. Fisicamente, a recuperação foi rápida nos dois partos, pois seus pontos cicatrizaram rapidamente. Por outro lado, especialmente no primeiro parto, a ansiedade e preocupação foram maiores. “Quando eu tive a Rafaela eu era muito nova, então tinha muito medo de como seria, pois tinha muitas dúvidas de como criar uma criança e se eu saberia ser uma boa mãe. Minha preocupação era constante, tinha uma atenção sobre a Rafaela em tudo que ela fazia. Acredito que eu pensava que qualquer descuido ela poderia precisar de mim e eu não viria. Só ficava segura quando minha mãe estava por perto”, conta. Ela lembra que não conseguiu dar o primeiro banho na Rafaela, diferentemente da segunda filha. “Esse medo mudou totalmente com a Laura, hoje estou mais confiante como mãe. Parece que sei exatamente o que a minha filha sente e do que precisa. Acredito que com a Laura é tudo mais fácil, pois já sei a rotina de um bebê, mesmo sabendo que a Laura e a Rafaela têm personalidades diferentes”, reforça.

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Na questão emocional foi um mix de sentimentos. “Com Rafaela foi inicialmente assustador, pois nunca tive contato com bebês, mas quando ela saiu da minha barriga, o sentimento foi muito bom, um sentimento único. Já com a Laura não me assustei mas fiquei mais ansiosa em ver ela nascer”, conta.

A servidora pública Teresa Azambuya tem dois filhos, o Augusto de 9 anos e o Artur que nasceu no último dia 16 de outubro. Os dois partos foram normais, porém a experiência e a recuperação não foram as mesmas. “No início, me recuperei bem, mais rapidamente no segundo parto do que no primeiro. Logo após o parto do Artur, eu já tomei banho, comi, tudo sem tonturas, com tranquilidade. Me senti bem mais disposta, troquei fraldas, fiz tudo. No primeiro foi diferente, senti muita tontura, desmaiei no banho, passei quase todo o tempo em que estive no hospital deitada”, conta Teresa que teve o primeiro com 24 anos e o segundo com 33.

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“No primeiro parto, tive inflamação em alguns pontos. Neste segundo também tive pontos inflamados e, quando já estava em casa, tive um sangramento mais intenso, com coágulos, o que me assustou. O médico orientou repouso e observação para que os coágulos não fossem  contínuos”, revela.

De acordo com Teresa, a expectativa era que ela repetiria uma experiência muito intensa, mas mesmo assim, queria o parto normal. Decidiu em parceria com o obstetra fazer parto com analgesia. Porém, muito do que planejou não saiu como esperava. A obstetra e ginecologista, que era sua médica desde os 18 anos, faleceu durante o pré-natal. Trocou de médico e falou da sua vontade do parto normal e com analgesia. Estava tudo certo. Mas o parto não seguiu o roteiro que planejou. Além do médico não ter sensibilidade, o convênio do hospital também não atendeu suas expectativas. “Foi um momento intenso, mas de muita fragilidade. “A boa lembrança que tenho deste parto são os olhos do meu filho”, desabafou. Nove dias depois, apesar de tudo, Teresa já estava bem recuperada. “O parto normal tem essa vantagem”, revela.

Relatos como o da servidora pública são bem comuns e isso acaba prejudicando a recuperação pós-parto. Afinal, o emocional da mulher está muito fragilizado neste período. Por isso, além de planejar o parto, se preocupar também como será a rotina pós-maternidade é fundamental. Conte com a ajuda da família e amigos neste momento. Aos poucos conhecendo o bebê e se acostumando com a nova rotina, tudo se ajeitará naturalmente e tanto mãe quanto o bebê passarão por esse período sem maiores problemas.

 

Quando tiver alta da maternidade, depois da cesariana

– Não vai precisar ficar deitada na cama o dia todo. Mas é preciso descansar o máximo de tempo possível, porque longos períodos em pé podem fazer seu corte arder.

– Não poderá carregar nada mais pesado que o próprio bebê.

– Evite sentar-se em sofás e camas muito baixos.

– Procure posições diferentes para amamentar, até achar uma que seja confortável para vocês dois.

 

Quando tiver alta da maternidade, depois de um parto normal:

– Varie de posição: de pé, sentada e deitada, para aliviar a pressão da área;

– Faça compressas geladas;

– Descanse o máximo que puder, sempre que sentir necessidade, para ajudar seu corpo a se recuperar;

– Faça um banho morno de assento;

– Use uma boia, almofada para hemorróida ou até a almofada de amamentação para se sentar sem

pressionar a região dos pontos.

 

Fonte: Babycenter Brasil

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