Próteses de silicone e amamentação

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Por Denise Milbradt

Estar de bem com o seu corpo e sua autoestima não tem preço. Esses são os princípios básicos a serem alcançados quando se decide pela realização de uma cirurgia estética. Opções não faltam. Ainda assim, no Brasil, o implante de prótese mamária de silicone continua o procedimento mais requerido pelas mulheres, nas mais diversas faixas etárias. Mas, a iminência de uma gravidez traz muitas dúvidas: amamentar ou não amamentar? As siliconadas também temem que o produto possa prejudicar o bebê ou ocorra a ruptura da prótese. Não são poucos os pontos de interrogação que permeiam a cabeça das futuras mamães.

O Cirurgião Plástico Marcelo Maino, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explica que antes da realização de qualquer procedimento estético, o profissional precisa levar em conta o desejo da paciente e avaliar suas reais necessidades. para a cirurgia de aumento mamário, deve se levar em consideração o biotipo corporal, o tamanho das mamas e a presença de flacidez da pele. Para um resultado estético harmônico. “É preciso que a prótese tenha um tamanho adequado para o corpo da mulher”, completa.

Além disso, o especialista detalha duas possibilidades de realizar o implante da prótese: na frente do músculo peitoral (prótese subglândular) ou por trás do músculo peitoral (prótese submuscular). A escolha cabe ao médico, que irá avaliar a necessidade específica de cada paciente. Porém, independente disso, o cirurgião plástico afirma que não existe possibilidade de acontecer interferência na amamentação, já que a prótese sempre fica localizada atrás do tecido mamário, local responsável por produzir o leite materno. “A prótese apenas projeta o tecido mamário para frente, ou seja, ao engravidar a paciente poderá desfrutar de toda a segurança que este momento tão especial pede”, confirma.

Outra dúvida e motivo de insegurança das mulheres é o perigo que o bebê poderá correr, no caso da perfuração ou ruptura da prótese. Segundo Maino, os implantes atuais são preenchidos com gel coesivo, que não são líquidos e, portanto, não há risco de contato com o leite das glândulas mamárias.

A pediatra Sônia Salviano, especialista em aleitamento materno, também garante que tais questionamentos não têm fundamento. “O silicone não interfere na amamentação. As próteses também não alteram a produção ou excreção do leite”, esclarece a médica do Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga, centro de referência internacional em aleitamento materno.

A quantidade de leite produzida, segundo ela, não está associada ao tamanho de suas mamas, e sim ao estímulo hormonal que a paciente terá durante a fase de gestação. Ainda acrescenta que uma mulher pode amamentar normalmente seis meses depois de ter colocado a prótese de silicone.

Amamentação

Mamas normais – As glândulas mamárias são formadas por diversos alvéolos, que são ligados aos mamilos por dutos. Com a gestação, entram em ação diversos hormônios que aumentam e estimulam as glândulas a produzirem leite. Conforme o bebê suga o leite, o organismo produz mais líquido e os alvéolos mantêm-se abastecidos.

Com silicone – A princípio, a vida das mamães siliconadas não muda. Quando o bebê estimula o mamilo e a aréola, um hormônio chamado oxitocina contrai os alvéolos e dutos, expulsando o leite. Só em casos extremos, se a prótese for muito exagerada, a região das glândulas pode ficar muito pressionada pelo implante e acabar atrofiando, prejudicando a produção e o fluxo do leite.

O Cirurgião Plástico Marcelo Maino é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

O Cirurgião Plástico Marcelo Maino é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

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