O armazenamento de células-troncos

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Se você está grávida, provavelmente já ouviu falar da possibilidade de congelar as células-tronco do cordão umbilical do seu bebê e como isso pode vir a ser usado no tratamento de alguma doença no futuro. Mas afinal, o que é verdade e o que é mito?

As células-tronco são unidades regenerativas, com o poder de originar diversos tecidos do corpo humano e auxiliar no tratamento de algumas doenças. Desde a década de 90, quando os estudos sobre os seus benefícios ganharam força, muitas famílias optaram pelo armazenamento das células retiradas do sangue do cordão umbilical. O procedimento é realizado na sala de parto, após o nascimento do bebê, é totalmente indolor e não traz nenhum prejuízo à saúde da mãe ou da criança, sendo realizado por laboratórios especializados.

O sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco hematopoéticas, capazes de dar origem a todas as células da linhagem sanguínea, as hemácias, os glóbulos brancos e as plaquetas. O transplante de células-tronco do sangue do cordão umbilical já é utilizado no tratamento de mais de 80 doenças em todo o mundo, incluindo leucemias, linfomas e anemia falciforme. O tecido do cordão também possui células-tronco denominadas mesenquimais, que dão origem às células de alguns tecidos do corpo, como as articulações, os músculos e os ossos, embora esta prática clínica ainda seja objeto de estudos em todo o mundo.

As amostras são armazenadas pelo método de criopreservação, que consiste em resfriar gradativamente estas células com nitrogênio líquido até que atinjam temperaturas muito baixas (-196ºC). Isto permite conservar a integridade das células por longos períodos de tempo. Como esta técnica ainda é recente na ciência, estima-se que o período de preservação possa alcançar até 23 anos.

Tanto bancos públicos, quanto empresas privadas podem fazer a coleta das células. A diferença entre as duas alternativas é que, na primeira, o material fica disponível para qualquer paciente do país que necessite dele. Já no sistema pago, as células são guardadas para uso exclusivo da família. Neste caso, o custo do procedimento varia entre R$ 3 a R$ 7 mil pela coleta e entre R$ 600 e R$ 800 pela anuidade do armazenamento.

Apenas em Santa Catarina, a procura por bancos privados aumentou 82% desde 2011. Nos últimos 14 anos, a empresa Cryopraxis coletou 1.273 amostras naquele Estado. A médica e coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento do negócio, Maria Helena Nicola, afirma que inúmeras pesquisas clínicas com o uso destas células vêm sendo desenvolvidas em todo o mundo na tentativa de ampliar as possibilidades de tratamento para doenças não hematológicas, como é o caso de algumas enfermidades cardíacas, neurodegenerativas e autoimunes. Essa perspectiva motivou a empresa a ampliar sua estrutura em 40%, dobrando a capacidade de armazenamento para 80 mil amostras que podem ser coletadas em todo o país. (Fontes: Cryopraxis e Cordvida)

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