Meu filho (a) está com 2 anos e não fala! E agora?

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Primeiramente, vamos diferenciar fala de linguagem: a fala é uma habilidade motora que através de uma sequência de movimentos precisos e coordenados da boca, com as pregas vocais e com ar da expiração, emitimos sons com ou sem valor linguístico.  Exemplo: emitir uma sequência de “lalala” ou “papapapa” não tem valor linguístico, mas a pronúncia de “bola” sim.

A linguagem é o sistema de códigos e símbolos o qual utilizamos para expressar ideias, argumentar diferentes pontos de vista, solicitar informações, adquirir conhecimentos… Diversas são as funções da linguagem para que possamos conviver e nos relacionarmos uns com os outros, satisfazendo-nos desde necessidades simples até as mais complexas. Desta forma, a linguagem abrange tanto a compreensão das mensagens como a expressão do discurso, funções nobres do cérebro.  Continuando com o nosso exemplo “bola”: ao expressarmos esta palavra, primeiramente temos uma intenção, sabemos o seu significado e o nosso ouvinte que compartilha desse mesmo sistema de código, entende o que estamos dizendo.

O desenvolvimento da fala e da linguagem infantil inicia-se ao longo da vida intrauterina, nas conversas da gestante com o seu bebê.  Os diálogos estabelecidos na amamentação, na apresentação dos alimentos, nas brincadeiras e nas atividades rotineiras do cotidiano, permite que o bebê  aproprie-se do sistema de códigos que compõem o seu idioma materno e assim,  desenvolve a linguagem.

Por volta de 8 meses, o bebê exercita as primeiras palavrinhas na forma de jogo vocal  (mamama, papapapa, dadada …), treinando a habilidade motora e acústica da fala.  Nesta fase, a vocalização de “mamama” pode ter o significado de “mamãe” e/ou de  “mamá”. Por volta do primeiro ano de vida, estas expressões já possuem valor linguístico estabelecido, ou seja, o bebê diferencia a expressão “mamá” de “mamãe” – bem articulada, em contexto adequado.

O teste da orelhinha e o teste da linguinha são de extrema importância para prevenir atrasos de linguagem e dificuldades de fala. A orientação Fonoaudiológica desde o pré-natal permite que o desenvolvimento infantil seja  pleno em todas as fases. Não aguarde, procure uma avaliação e acompanhamento, pois o profissional Fonoaudiólogo poderá informá-lo de como está o comportamento linguístico, a coordenação dos movimentos da boca, das pregas vocais, da respiração e demais aspectos inerentes à comunicação humana.

 

Paula Bandeira Pereira

Fonoaudióloga CRFª-RS 6928

Especialista em Linguagem pelo CFFa.

Especializanda em Fonoaudiologia Neonatal e Pediátrica

Consultora em Amamentação

www.centrofono.net

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