Meu bebê está com icterícia, e agora?

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O bebê nasceu e depois de alguns dias começa a ficar com um tom amarelado no corpo. Antes de se desesperar, saiba que ele pode ter icterícia. A primeira medida a ser tomada é procurar o pediatra. Saiba que mais de 50% dos bebês saudáveis fica com a cor da pele alterada ao nascer.

Mas o que é a icterícia, ou o conhecido “amarelão”? Icterícia é o nome que é dado à coloração amarelada de pele, mucosas e esclera (que é a parte branca do olho). Isto ocorre quando uma substância presente no sangue, denominada bilirrubina, é aumentada. A bilirrubina faz parte do metabolismo normal, e está sempre presente em qualquer faixa etária. Quando, porém, ela é excessiva, ou seja, quando há um aumento no sangue do pigmento amarelo bilirrubina, ocorre a mudança da cor da pele da criança.

Segundo o médico Manoel de Carvalho, no estudo Tratamento da Icterícia Neonatal, estima-se que cerca de 60% dos recém-nascidos apresentam icterícia. Diversos fatores devem ser considerados antes que seja prescrito qualquer tratamento. Primeiramente, é importante que a história obstétrica materna e o próprio parto sejam analisados. Histórico de uso de drogas por parte da mãe, se foi parto cesáreo ou natural, qual o tipo sanguíneo dos pais, se o bebê já eliminou mecônio, se esta eliminação foi precoce ou tardia –  tudo deve ser analisado.

Um dos casos que merece bastante atenção é quando a icterícia é decorrente da incompatibilidade de sangue entre mãe e filho. Quando a mãe tem sangue Rh-, e o filho, Rh+, por exemplo, ocorre uma grande e, por vezes, rápida destruição dos glóbulos vermelhos. Esse aumento ultrapassa a capacidade hepática de depurar a bilirrubina, elevando sua concentração no sangue. Daí, o produto se esparrama pela pele e por outros tecidos e também pode atravessar a barreira entre o sangue e o sistema nervoso central.

Porém, quando a icterícia é leve, a terapêutica utilizada na maioria dos casos é a fototerapia – uma simples banho de sol. Conforme o estudo, estima-se que só nos Estados Unidos um número superior a 350.000 recém-nascidos recebam anualmente este tratamento. Normalmente, os médicos indicam que o bebê seja submetido ao sol, no horário antes das 10h e depois das 16h, por cerca de 15 minutos. Em casos mais acentuados, o pediatra pode requerer um exame de sangue e, se necessário, prescrever medicação.

É importante destacar que a icterícia passa rápido, na maioria das vezes sozinha, e não deixa nenhum tipo de sequela, exceto em casos gravíssimos. Mas, em qualquer caso de dúvidas, o recomendado é acionar o pediatra.

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