Meningo B, a vacina da dúvida

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meningo

Uma bactéria imprevisível, uma vacina de alto custo, pais confusos. A vacina contra Meningo B é encontrada apenas na rede particular de saúde e não é uma unanimidade entre pais e médicos. De acordo com o pediatra Dr. Juarez Cunha, não se pode dizer que há um aumento relevante no número de casos de Meningite do tipo B. “Mas o meningococo B é endêmico, sempre temos casos”, destaca.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), no Brasil, considerando todas as faixas etárias, o meningococo B está em segundo lugar entre as causas de doença meningocócica invasiva, sendo responsável por cerca de 20% dos casos em todas as faixas etárias. Com a introdução da vacina meningocócica C na rotina de vacinação infantil, e a consequente redução no número de casos causados pelo meningococo C, o meningococo B passou a representar, em menores de cinco anos, o principal agente etiológico da doença meningocócica.

O pediatra Dr. Juarez Cunha destaca que não há risco de epidemia da doença no Brasil, atualmente. “Porém, como essa bactéria é imprevisível, surtos podem acontecer”, alerta. Aos pais que optam por não vacinar, ele indica que procurem o seu pediatra caso a criança apresente quadro de febre, principalmente com outros sintomas como prostração, vômitos e dor de cabeça.

Muitos pais têm dúvidas sobre a real necessidade de aplicar a vacina, uma vez que não há uma epidemia em curso no Brasil. É o caso da arquiteta e urbanista, Ana Paula Alcantara Gomes, de 45 anos, mãe do Nuno de 6. Ela conta que deu apenas a primeira dose da vacina no pequeno, e com muita dúvida. “Fui aconselhada a dar vacina pelo pediatra do meu filho e por algumas amigas. Em contrapartida, fui aconselhada a não dar por uma médica (que não é pediatra, mas que também é mãe) e por outras médicas e amigas”, conta ela.

Ela enfatiza, ainda, que a relação de custo X benefício sobre a ótica da saúde da criança não estava clara. “Decidia não dar, semanas depois reconsiderava. Isso ocorreu algumas vezes até que resolvi fazer a primeira dose após a divulgação de casos da doença no Estado, pela imprensa”, recorda. Já a segunda dose não foi dada.  Ana conta que sentiu uma certa decepção ao perceber que a orientação em aplicar a segunda dose precisamente um determinado tempo após a primeira foi substituída por outro discurso devido a falta de oferta da vacina. “Como não havia vacina para todos, a orientação dos médicos, que insistiam na importância de dar a vacina no tempo certo, passou a ser que em até um ano não haveria problema e que a criança estaria segura da mesma forma”, relembra.

Segundo a arquiteta, além das questões relacionadas aos benefícios e efeitos colaterais da vacina também existe a questão financeira. “Uma vacina pode custar mais que um salário mínimo? Não se trata do combate a uma doença rara, mas de uma vacina que está sendo indicada a toda a população infantil. Não me parece aceitável uma situação de saúde assim”, questiona.

 

Saiba mais….

Sintomas

A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro. A doença pode ser causada por vários tipos de micróbios, entre eles o meningococo, principal agente durante as epidemias. Trata-se de uma doença grave, que envolve o sistema nervoso central e pode levar à morte. Os principais sintomas são: febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, rigidez de nuca e, algumas vezes, manchas na pele (tipo picada de mosquito). Em crianças pequenas, há também o abaulamento de fontanela (moleira inchada). Apesar de grave, a meningite bacteriana tem cura, desde que diagnosticada rapidamente e tratada com antibiótico apropriado.

Transmissão

O micróbio pode ser transmitido da garganta de uma pessoa a outra, através de gotículas da tosse, espirro e beijo. A meningite nem sempre é transmitida por indivíduos doentes. Algumas pessoas (geralmente adultas) que abrigam o meningococo na garganta podem retransmití-lo, mesmo sem estarem doentes: são os chamados portadores sãos. A meningite atinge pessoas de todas as idades, sendo as crianças menores de cinco anos normalmente as mais afetadas.

Prevenção

Diversas medidas de controle são essenciais para prevenir epidemias de meningite. As principais são: o diagnóstico precoce com a internação de pacientes com sintomas da doença; a vacinação das pessoas em contato muito próximo com enfermos (especialmente dentro do mesmo domicílio); e a vacinação das pessoas com maior risco de adquirir a doença, como as submetidas à retirada cirúrgica do baço (esplenectomizados), as portadoras de disfunção do baço (asplenia funcional da anemia falciforme, da talassemia) ou aquelas com deficiências de imunoglobulinas e do complemento. (Fonte: Fiocruz)

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