Higiene bucal na infância requer carinho

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Por Denise Milbradt

O sorriso de uma criança é sempre um momento de muita alegria e emoção. Ele é aguardado pela família desde o seu nascimento, mas zelar pela saúde bucal do bebê exige cuidados minuciosos, além de carinho e paciência.

A higiene bucal deve ser estimulada cedo, pois a perda dos dentes de leite antes do tempo pode prejudicar, na criança que está aprendendo a falar, a pronúncia de algumas palavras. Além disso, ela poderá se sentir diferente do restante do grupo de sua faixa etária, podendo causar problemas emocional e social.

De acordo com a cirurgiã dentista Nara Regina de Almeida, desde a gestação a mãe pode tomar alguns cuidados que beneficiarão a saúde dos dentes do filho. Para isso é preciso ter alimentação balanceada, rica em proteínas, fibras e cálcio. Deve evitar o consumo excessivo de flúor, que pode causar uma doença chamada fluorose, causando diversos problemas à dentição, principalmente manchas. “A suplementação de flúor durante a gestação, através de gotas ou comprimidos, somente está indicada quando a água de abastecimento público da cidade não for fluoretada. Neste caso, o obstetra ou o dentista poderá prescrever a suplementação adequada”, explica a dentista.

Evitar alguns hábitos, desde o nascimento, pode fazer a diferença no histórico dentário do bebê. Conforme Nara, não se deve beijar na boca a criança e é preciso evitar o uso do açúcar refinado para adoçar chás, sucos e leites. Ainda, segundo a especialista, apesar de as bactérias que provocam as cáries só aparecerem após a erupção dos dentes, uma higienização precoce treina a aceitar mais facilmente este hábito. “A dica é limpar os resíduos de leite da boca com uma gaze, ponta de fralda ou com uma dedeira de tecido embebida em água filtrada ou fervida. É possível ainda fazer uso de soro fisiológico”, orienta.

Quando os primeiros dentes aparecem, os chamados decíduos (de leite) na frente pode-se continuar a higienização com a gaze. Por volta dos dez meses, quando surgem os de trás, a limpeza deve ser feita com uma escova pequena, macia e sem pasta, apenas molhada em água limpa. Segundo a cirurgiã dentista nesta fase já é recomendável o uso do fio dental. A partir dos três anos, a criança já tem a dentição completa, somando 20 dentes. “Sugiro sempre aos meus pacientes a não inclusão de creme dental com flúor antes dos quatro anos. A partir dessa idade deve-se usar uma quantidade pequena, mais ou menos do tamanho de um grão de arroz, e ensiná-la a cuspir”, conta Nara.

Escovação assistida – A partir dos dois anos as crianças já querem escovar os dentes sozinhas. É importante que os pais incentivem esse hábito, mas devem fazer o acompanhamento. Nara explica que a escova deve ser trocada com frequência, a cada três meses, no mínimo, pois as crianças têm o hábito de mastigarem as cerdas, o que diminui sua eficácia.

Até quatro anos de idade é recomendado, conforme a cirurgiã dentista, o uso de um creme dental sem flúor. Crianças nesta faixa etária costumam engolir uma grande parte do produto usado durante a escovação. A partir desta idade é recomendável que comecem a utilizar um creme dental com flúor, desde que este apresente uma dosagem segura, uma vez que sempre há risco de ingestão. “Escove, suavemente, toda a superfície dos dentes. Muita atenção à parte interna dos dentes, onde é mais difícil remover a placa bacteriana”, orienta a especialista.

Primeira vez no dentista – A odontopediatria é uma especialidade da odontologia que oferece aos bebês, crianças e adolescentes um tratamento adequado a cada faixa etária. A primeira visita ao especialista deve ocorrer por volta dos seis meses de idade, após a erupção dos primeiros dentinhos. Nesta visita, a mãe receberá orientações sobre dieta, higiene, aplicação de flúor, transmissibilidade da cárie, uso adequado de mamadeiras e chupetas, além de corrigir maus hábitos como a sucção do dedo.

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