Gravidez e os cuidados com medicamentos

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A gravidez é um momento único na vida da mulher. E para que ela tenha uma gestação saudável, alguns cuidados precisam ser tomados, especialmente no que diz respeito ao uso de medicamentos e em procedimentos estéticos. A especialista em Ginecologia e Obstetrícia Dra. Lúcia Fauth Gomes da Silveira avalia que o uso de medicamentos durante a gestação deve ser criterioso, indicado por médicos e sempre avaliando a relação risco/benefício.

Segundo a médica, entre os medicamentos que jamais devem ser administrados a gestantes está a Talidomida, que pode provocar encurtamento ou ausencia de membros. Além deste, ela cita os remédios que contenham isotretinoína, que pode  provocar malformações cerebrais, faciais e cardíacas, e os que contenham misoprostol, que pode provocar aborto, além de qualquer tipo de medicamento que contenha anfetaminas.

Para não correr nenhum risco, o importante é que a mulher tenha um contato constante com seu médico, para saber o que pode e o que não pode. “O risco depende do período da gestação em que a medicação é utilizada e pelo tempo de uso da mesma sendo que entre a quarta e nona semana de gestação é onde ocorrem o risco de malformações maiores. No final da gestação podem ocorrer as malformações menores e funcionais”, alerta a médica.

Já em relação a procedimentos estéticos, ela enfatiza que estão totalmente proibidos procedimentos como as grandes cirurgias, como mamoplastia redutora e abdomenplastia, colocação de prótese de mama, lipoaspiração. “Durante a gestação não é recomendado nenhum procedimento estético invasivo. O ideal seria realizar somente higiene e hidratação da pele, uso de filtro solar e cremes para evitar estrias”, recomenda Dra. Lúcia.

Segundo ela, o exercício físico de baixa intensidade é recomendado a menos que haja risco de trabalho de parto prematuro, sangramento, hematoma, placenta prévia ou outra patologia obstetrica. Para manter o corpo em forma, nada melhor do que investir em uma dieta balanceada e rica em proteínas, frutas e legumes. Já o uso de polivitamínicos específicos, segundo a médica, é em geral recomendado.

PÓS-PARTO – E depois que o bebê nasce? Segundo a médica, no período pós-parto é recomendável ingerir bastante líquidos especialmente durante a amamentação e continuar a utilizar o polivitamínico enquanto estiver amamentando. “Deve-se procurar descansar durante os períodos de sono do bebê durante o dia, pois em geral a mãe acorda mais de uma vez durante a noite para amamentar”, destaca. Exercícios físicos podem ser iniciados 30 a 45 dias após a recuperação do parto, mas ela recomenda evitar exercícios extenuantes para não diminuir a produção de leite.  Segue sendo proibido a realização de cirurgias estéticas logo após o parto, principalmente lipoaspiração, abdomenplastia e mamoplatia durante no mínimo seis meses.

Dra. Lúcia destaca que o puerpério é um período muito especial na vida da mulher, quando grandes alterações hormonais ocorrem. “Surge um amor imenso pelo bebê mas há um desgaste físico intenso. É comum a sensação de esgotamento e aliada às alterações físicas, involução do útero, flacidez da pele, alterações de peso, amamentação e queda do estrogênio com diminuição da libido, que podem algumas vezes desencadear quadros de depressão puerperal. O mais importante é ter em mente que tudo isso vai passar e que o amor pelo filho ultrapassa qualquer barreira”, afirma.

A médica incentiva às novas mamães a terem calma e paciência. “Sempre haverá tempo na vida para fazer tratamentos estéticos e não precisa virar uma maratona para voltar a forma rapidamente. Meu conselho é aproveitar esse período junto com o bebê o máximo que der, pois eles crescem muito rápido e não conseguimos voltar no tempo!”, finaliza.

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