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Por Denise Milbradt

A gravidez foi um sonho planejado que virou realidade. Você curte o barrigão, os quilos a mais e até o inchaço, mas as temidas estrias não. A má notícia é que não existe tratamento 100% eficaz para elas. As atuais estratégias de prevenção também são pouco efetivas. Se você é uma gestante jovem e tem propensão genética, infelizmente não há muito o que fazer. Você vai acabar desenvolvendo estrias na sua gestação.

Se elas aparecerem nada de pânico, é possível minimizá-las com a ajuda de um bom profissional que indicará o tratamento mais adequado. E não esqueça: uma alimentação equilibrada ajuda e muito.

Estrias são cicatrizes que se formam quando há destruição de fibras elásticas e colágenas na pele. Elas podem coçar e arder, mas em geral não apresentam sintomas com seu aparecimento. As lesões iniciam com aspecto arroxeado, rosado até ficarem esbranquiçadas e costumam aparecer, mais frequentemente, em nádegas, coxas, barriga e costas.

Segundo a dermatologista Vivian Bisotto, as grávidas estão mais propensas pela distensão excessiva da pele, já que há um aumento exagerado de peso, exigindo uma elasticidade rápida da pele. É aí, conforme a médica, que as estrias costumam se manifestar, pois há o rompimento de fibras elásticas e de colágeno. Geralmente são assintomáticas, mas pode ocorrer no local coceira leve.

A dermatologista explica que a partir do terceiro trimestre até 80% das grávidas costumam ganhar alguma estria pela grande distensão do abdômen, além dos hormônios gravídicos e tendência genética. Aliás, pesquisas indicam que a genética pode ter um papel significativo: se sua mãe ou irmã tiver estrias durante a gestação, você é forte candidata a tê-las também. “Grávidas devem evitar o aumento de peso em excesso e fazer uso de hidratantes de forma constante, pois o tecido terá um funcionamento mais adequado. Alimentação saudável, evitando gorduras, açucares e intensificando a ingesta de frutas, verduras, sucos, água podem ajudar a evitar o seu surgimento”, aconselha Vivian.

Mas, se as estrias já apareceram, procure um dermatologista para realizar tratamento a fim de minimizá-las. O ideal é realizá-lo após o nascimento do bebê garantindo a sua segurança. Os melhores resultados são quando elas ainda estão vermelhas ou são recentes. Entre as opções tópicas é possível utilizar pomadas à base de ácido retinoico – uma substância que não é segura de ser utilizada durante a gestação ou na fase de amamentação. “Não sou favorável ao uso de óleos para prevenção. Sou a favor dos cremes hidratantes a base de elastina, colágeno ou outras substâncias indicadas a cada tipo de pele.

Óleos puros podem provocar acne em abdômen e região das mamas. Algumas pacientes desenvolveram, inclusive, alergia aos óleos por conterem fragrâncias”, aconselha a dermatologista.

Quanto aos tratamentos a laser, principalmente o de CO2, há indícios de que eles possam ajudar a restaurar a elasticidade da pele. Eles também podem mudar a pigmentação das estrias para que a cor fique mais parecida com a área ao redor, além de proporcionar a restruturação das fibras elásticas, estimula o colágeno. Deste modo as estrias se tornam mais estreitas e muitas vezes quase imperceptíveis.
Coçar a barriga dá estria?

Não, coçar a barriga na gravidez não dá estria. O que acontece é o contrário. É a estria que provoca coceira antes de aparecer. Aí a pessoa fica achando que foi o ato de coçar ali que causou o surgimento da estria. A estria é o rompimento da camada mais profunda, enquanto a camada superficial se mantém íntegra. Conforme a pele estica, com o crescimento da barriga, a derme (camada mais profunda da pele) pode se romper. Quando a derme está se rompendo, ela pode causar uma sensação de coceira antes de a estria aparecer. É nessa hora que a hidratação pode colaborar para ajudar a evitar o aparecimento delas, pois torna as estruturas da pele menos rígidas, e com isso menos propensas ao rompimento.

FATORES DE RISCO

• Alterações hormonais naturais da gestação – hormônios como estrogênio, cortisol, relaxinas e outros tornam as fibras elásticas da pele mais frágeis, facilitando o seu rompimento quando sujeitas a grandes distensões;

• Tendência familiar para formação de estrias – há um claro componente genético na formação das estrias durante a gravidez. Mulheres que apresentam história familiar de estrias, apresentam um maior risco de desenvolverem moderadas a graves estrias na gravidez;

• Idade da gestante – mulheres mais novas (com menos de 25 anos) têm uma pele mais “firme”, apresentando maior facilidade de rompimento das fibras elásticas. Quanto mais jovem for a gestante, maior será o risco de desenvolvimento de estrias. Gestantes acima de 30 anos têm um risco reduzido;

• Primeira gestação – o risco de aparecerem estrias é muito maior na primeira gravidez que nas apta a distender-se novamente. A gestante também costuma estar, pelo menos, dois ou três anos mais velha que na primeira gravidez;

• Peso do feto – quanto maior for o crescimento da barriga na gestação, maior será o alargamento da pele e, consequentemente, maior será o risco de aparecerem estrias. O tamanho do bebê ou uma gravidez de gêmeos, por exemplo, será fator de risco relevante;

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