Exames e vacinas na gravidez resguardam a saúde da mãe

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Por Denise Milbradt

É o resultado do exame de dosagem Beta HCB positivo que declara a gravidez para a mulher. A partir daí a futura mamãe passa a ser submetida a uma série de testagens com o objetivo de garantir a sua saúde e a do filho, que ainda está por vir. A cada consulta pré-natal, que deve ser realizada no mínimo uma vez ao mês com o ginecologista obstetra de sua confiança, que a lista de exames começa a ser solicitada. Os resultados determinarão os cuidados necessários a serem adotados para que o parto ocorra de forma tranquila e sejam eliminados eventuais problemas.

Além dos exames, a médica Patrícia Panni também recomenda a realização de algumas vacinas, que agem de forma preventiva. Na lista estão as três doses da vacina contra a Hepatite B e da Influenza (dose anual). Já a dTpa (difteria, tétano e coqueluche aceluar) deve ser aplicada somente entre a 27ª e 32ª semana de gestação devido a maior transferência de anticorpos maternos para o feto. “Ela deve ser repetida a cada gestação, independente do intervalo entre as mesmas”, confirma a especialista.
Confira quais são os exames essenciais, quando devem ser realizados e por que são indispensáveis durante a gravidez:

Hemograma – Pedido pelo médico no primeiro, segundo e terceiro trimestres, esse exame detecta anemia e outras doenças no sangue da gestante;

Exame qualitativo de urina – Os médicos pedem que a gestante realize esse exame no primeiro, segundo e terceiro trimestres. O procedimento é feito para se checar se há alguma patologia ou anormalidade nos rins e no aparelho urinário da mulher;

Urocultura – Realizado no primeiro, segundo e terceiro trimestres, o exame verifica a existência de infecção urinária, principal causa de partos prematuros;

Ultrassonografia – A ultrassonografia é feita no primeiro trimestre. Ela vai mostrar se a gestação é única ou múltipla e determinar a idade gestacional exata. Deve ser repetida no segundo e terceiro trimestres para verificar se o desenvolvimento fetal está dentro do esperado;

Glicemia em jejum – Indicado no primeiro e no terceiro trimestres para saber se a gestante é diabética;

Tipagem sanguínea/RH – Deve ser realizado no primeiro trimestre. Verifica a compatibilidade de sangue do casal. Caso a mãe tenha RH negativo e o pai apresente RH positivo, é feito o exame Coombs indireto para saber se houve, em alguma gestação passada, sensibilização do sistema imunológico materno contra o Rh positivo. Esse cenário é possível se, em uma gravidez anterior, a mulher tenha dado à luz um bebê de Rh positivo e não tenha recebido a imediata aplicação da substância que impede que seu organismo produza anticorpos contra o Rh positivo;

TSH e T4L – Exame feito no primeiro trimestre. Visa verificar a presença de hipotireoidismo subclínico na mãe;

Toxoplasmose, rubéola, VDRL (sífilis), hepatite B, hepatite C e anti-HIV (Aids) – São exames que precisam ser feitos no primeiro e no terceiro trimestres. Eles determinam se a gestante já teve contato com as doenças para que, em caso positivo, sejam tomados os cuidados necessários para que o bebê não seja infectado;

Exame de translucência nucal – O exame de translucência nucal é feito no primeiro trimestre da gestação. Por meio da medição de uma pequena prega na nuca do feto, procura rastrear o risco para síndromes genéticas, como Down.

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