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Excelente profissional, ótima esposa, amiga exemplar, mãe modelo. As cobranças sobre as mulheres só aumentam. Como lidar com essa pressão e ser uma boa mãe para seu filho? A resposta pode estar na aceitação de que somos humanas, temos limites. “Muitas mulheres se sentem culpadas quando não dão conta das atividades por se sentirem exigidas e se exigirem demais e assim se frustram em suas próprias expectativas”, alerta a psicóloga Fernanda Soibelman Kilinski. Com tantos papéis, ressalta, é difícil manter a saúde mental. “Mas primeiro temos que entender que estamos sempre fazendo escolhas, priorizando coisas, o segredo é fazer uma escolha a partir do que é mais importante para cada uma naquele momento”,enfatiza a especialista em Psicoterapia Psicanalítica.

Muitas vezes, a culpa por passar o dia longe dos pequenos, envolvida nos afazeres profissionais, é muito grande. Fernanda reforça que é preciso aceitar suas limitações. “Se você tem um trabalho que consome muito do seu tempo, tem de organizar na sua agenda algum tempo para dedicar à relação com seus filhos. Se puder aproveitar esse tempo para estar presente de fato, se interessar pelo mundinho deles, se disponibilizar a brincar e valorizar este tempo, a criança deve compreender internamente e suportar os momentos de ausência sem maiores dificuldades”, diz. Para ela, nesses casos, a culpa vai apenas atrapalhar e dificultar a relação. Mais importante do que a quantidade de tempo, é a qualidade do tempo que se passa com os filhos.

Porém ela alerta: em casos em que a culpa passa da medida, pode acarretar problemas mais graves, como o desenvolvimento do que chamamos de doenças psicossomáticas, que é quando o corpo manifesta sintomas que tem causa emocional, como a gastrite, doenças de pele, hipertensão, etc. Também pode apresentar doenças emocionais, como depressão, síndrome do pânico, ansiedade, entre outras. Nesses casos a ajuda de um psicólogo se faz necessária.

COMPENSAÇÃO – Se por um lado a culpa assola muitas mulheres, outras buscam compensar o tempo longe dos filhos de alguma forma. Nestes casos, é preciso ficar muito atento. “Tentar compensar ausência com presentes não funciona. Ausência se compensa com presença”, reforça a psicóloga. Conforme a profissional, é preciso reservar um tempo no final do dia, ou quando tiver disponibilidade, para passar com o filho. Esse tempo é importante para estabelecer um vínculo de qualidade e estruturar a autoestima da criança que, no primeiro momento, é construída dentro do seio familiar. Impor limites é uma forma de cuidado, mas muitas vezes é confundida com punição. Uma criança sem limites sente-se abandonada e mal cuidada, por isso vai sempre se comportar mal, na busca do olhar dos pais.

Às mães que querem, mais do que tudo, serem um alicerce de amor e carinho aos filhos, Fernanda aponta: “É fundamental saber que você não é perfeita. Por mais que tente, todos temos nossos limites e fragilidades, e devemos respeitar isso”, diz. Em alguns momentos, continua, é preciso investir mais no trabalho em detrimento da família, em outros a família será priorizada. É preciso balancear esses momentos porque tudo na vida exige dedicação e abdicação. Segundo ela, não ser perfeita e falhar é uma lição importante para seu filho, inclusive, para que ele aprenda a tolerar as próprias falhas no futuro, e não passe a vida frustrado perseguindo um ideal de comportamento inalcançável.

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