Doar leite, um ato de amor!

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A amamentação é um momento de conexão fundamental entre mãe e bebê, além de ser a forma de alimentação mais adequada e rica nos primeiros meses de vida. Porém, algumas mulheres não conseguem produzir o leite que seus recém-nascidos necessitam para um desenvolvimento saudável, especialmente aqueles que chegaram prematuramente. Nestes casos, é possível contar com a generosidade de outras mamães e recorrer aos bancos de leite, localizados em clínicas e hospitais.

Segundo especialistas, um litro de leite materno pode alimentar até dez recém-nascidos por dia. Qualquer mulher que esteja amamentado, com excedente de leite no peito e que seja saudável pode ser uma doadora. Nos hospitais, o leite doado é analisado física, química e microbiologicamente, para depois passar pelo processo de esterilização e pasteurização. Ele será recebido por bebês internados na neonatologia, cujas mães não produzem leite em quantidade suficiente ou não poderão amamentá-los. É importante lembrar que a doação do excedente de leite não diminuirá a quantidade. Quanto mais leite “sai” da mama, mais ela irá produzir.

Para a enfermeira Claudete Viaziminski, a doação foi um ato gratificante. “Talvez por ser da área da saúde e ter um contato diário, vejo essa dificuldade de perto. Alguns bebês não se acertam com outros tipos de fórmula (alimento na UTI Neonatal), então decidi que iria ajudar”, conta.  A mãe de Gustavo, 2 anos, chegou a doar diariamente por três semanas. “Quanto maior é o estímulo, maior é a produção”, explica.

Claudete admite que amamentar não é uma tarefa fácil e que é preciso descobrir a maneira correta de pegar o peito. Para ela, a dificuldade de algumas mulheres na fabricação do leite geralmente é reflexo de problemas emocionais como estresse e ansiedade. “Alimentei meu filho somente com meu leite até os seis meses. É todo um processo de adaptação que pode ser desconfortável no início, mas que é uma sensação incrível de conexão, uma emoção tão grande que supera qualquer receio”, descreve. “Acho que muitas mães param de amamentar mais cedo por conta da licença maternidade, que é de apenas quatro meses. Se esse período fosse revisto, poderia haver um maior estímulo”, defende a doadora.

 

COMO É A PRODUÇÃO

A sucção desencadeia um reflexo hormonal: a prolactina (hormônio produzido pela hipófise) promove a produção de leite e a ocitocina, sua descida para a região da aréola mamária. Toda a mulher pode produzir leite mesmo que não tenha gerado a criança que suga seu peito e, quanto mais ela suga, mais leite aparece. Porém, quando a mãe está nervosa, tensa, cansada, levou um susto ou teve um grande aborrecimento, um bloqueio impede-a de soltar o leite. Isso ocorre com muitas mulheres. “A dica é encontrar a maneira mais adequada e confortável para que o bebê consiga abocanhar o mamilo e possa sugar”, completa a enfermeira.

 

BENEFÍCIOS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo, sem complementar com nenhum alimento ou líquido, até o 6° mês de vida. A amamentação deve seguir até os dois anos ou mais, iniciando a introdução gradual de outros alimentos após o 6° mês. O leite materno contém todos os nutrientes necessários, inclusive água, para o bebê ser saudável nos primeiros anos de vida. É rico em anticorpos, o que previne uma série de doenças, principalmente respiratórias e digestivas. Evita alergias, doenças crônicas e estimula o desenvolvimento mental. Além disso, é fácil de ser digerido, provoca menos cólicas e colabora para a formação do sistema imunológico da criança. Também previne alergias, obesidade, intolerância ao glúten e anemia.

O vínculo afetivo é fortalecido durante a amamentação, principalmente pelo contato pele a pele, o que facilita os relacionamentos futuros da criança com outras pessoas. Amamentar ajuda a mãe a retornar seu peso anterior à gestação; aumenta a auto-estima; diminui o sangramento pós-parto e estudos evidenciam a diminuição do risco de desenvolver câncer de mama e ovários nas mulheres que amamentaram.

 

Dicas para facilitar a amamentação

  •  Mantenha-se relaxada ao amamentar: o estresse, medo, ansiedade dificultam a amamentação
  •  Mamas muito cheias podem tornar-se difíceis para o bebê sugar, o que pode ocasionar o aparecimento de lesões mamárias (rachaduras ou fissuras).
  •  Ofereça com mais frequência o peito ou extraia o excedente de leite para evitar o engurgitamento mamário que pode evoluir para mastite.
  •  Às vezes o bebê não está “pegando” corretamente o peito, podendo ocasionar as “fissuras”. Estimule-o a abocanhar quase toda a aréola, para não sugar somente no mamilo.
  •  Após o nascimento, os bebês mamam com muita frequência. Não imponha horários fixos nem limite de tempo. É importante que ele esvazie bem uma mama para depois passar para a outra. O leite do final da mamada é rico em gorduras que vai fazer com que ele ganhe peso adequadamente e fique saciado.

(Fonte: Banco de Leite Humano – Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre – website)

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