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A  hipertensão é um dos problemas de saúde mais comuns na gravidez, estando presente entre 2 a 8% das gestantes. É considerada uma das principais doenças obstétricas, sendo responsável por cerca de 100 mil mortes ao ano em todo o mundo. Uma grávida pode ter hipertensão seja porque já era hipertensa antes de engravidar ou porque desenvolveu o problema durante sua gestação.

De acordo com a Ginecologista e Obstetra, Dra. Julia de Barros Machado, geralmente, essa complicação se desenvolve após a 20ª semana de gravidez. Em torno de 15 a 25 % das mulheres com hipertensão gestacional desenvolvem a pré-eclâmpsia, que consiste no aumento da pressão arterial acompanhado da eliminação de proteína pela urina (proteinúria). Quando não tratada adequadamente, pode culminar na própria eclâmpsia, que se caracteriza pela pressão muito elevada acompanhada de outros sintomas mais graves, como convulsões e inchaços. Nesse estágio, a vida da mãe e do bebê entra em risco.

“As causas ainda não foram totalmente elucidadas. Entre algumas das hipóteses consideradas estão a alteração no processo da formação vascular da placenta, intolerância imunológica entre os tecidos materno e feto-placentário, má adaptação às alterações cardiovasculares da gestação e anormalidades genéticas”, afirma a médica. A especialista aponta que o perfil de mulheres propensas à hipertensão envolve primeiras gestantes, reincidentes no diagnóstico (gravidez anterior) e histórico familiar, mas que todas as mamães devem ficar atentas.

A hipertensão gestacional também é a causa de mais de 90% dos partos prematuros não espontâneos no Brasil, de acordo com estudo feito pela Unicamp em 20 hospitais referência no país. Os distúrbios hipertensivos da gestação figuram entre as principais causas de morte materna no mundo, sendo responsável por cerca de 20% da mortalidade. Também aumenta o risco fetal, principalmente relacionado à diminuição do crescimento.

 

PREVENÇÃO

Segundo a especialista, a prevenção tem sido objeto de inúmeras pesquisas que buscam retardar a apresentação clínica e reduzir a gravidade do problema. A suplementação com cálcio e o uso de pequenas doses de aspirina para grupos de risco estão entre as alternativas mais pesquisadas. “Já existe, inclusive, um exame chamado Dopplerfluxometria das artérias uterinas, que pode ajudar na predição do risco para desenvolver pré-eclâmpsia”, informa. Julia explica que também existem medicações anti-hipertensivas específicas que podem ser usadas na gestação. “O tratamento objetiva, primeiramente, assegurar a saúde materna e, então, promover o parto de um bebê que não necessite de cuidados neonatais prolongados”, revela.

Julia alerta que, uma vez constatada a hipertensão, o acompanhamento profissional é indispensável. “É preciso seguir as orientações médicas, que serão individualizadas pela gravidade e idade gestacional. O repouso é uma das medidas utilizadas para ajudar a controlar o aumento da pressão arterial”, completa.

 

Dra. Julia de Barros Machado

CRM 28.830

Ginecologista, Obstetra e Ecografista

 

 

CUIDADOS

– Acompanhamento de rotina com cardiologista e obstetra

– Monitoramento da pressão arterial durante e após a gravidez

– Prática de exercícios orientada

– Alimentação saudável, evitando altos teores de sódio

– Atenção aos sintomas como dores de cabeça, distúrbios visuais e dores estomacais

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