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Ver aquele pequeno ser tão pequenino dormindo sozinho em seu berço leva muitas mães a querê-los por perto, ainda com saudades da época em que estavam na barriga. Ou também o cansaço, por levantar várias vezes à noite para amamentar, pode ser decisivo para trazer o bebê para sua cama. Os motivos são muitos para justificar e adotar a prática da cama compartilhada. Mesmo sendo visto com reserva por alguns, a prática, também conhecida como co-sleeping, é amplamente adotada.

Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia apontou que a prática pode, sim, ser benéfica, garantindo uma redução no número de vezes que os pais acordam à noite e diminuindo os riscos da morte súbita de bebês recém-nascidos. Mas, para além da questão médica, surgem dúvidas até mesmo quanto à relação do casal. Afinal, a cama compartilhada impacta na vida do marido e da mulher?

Para a psicóloga Daniela Dal-Bó Noschang, a decisão de passar a compartilhar a cama deve ser alvo de bastante diálogo entre o casal. “O motivo de utilizar a prática, a forma como os pais percebem seu filho, seu momento e necessidades, são os pontos primordiais para tomar a decisão”, destaca. Um dos motivos mais comuns apontados pelos casais diz respeito à amamentação, uma vez que ao ter o bebê ao seu lado, a mãe não precisa se deslocar até o berço várias vezes por noite. “A esposa antes mais disponível, passa a arcar com toda a demanda materna que é intensa é fundamental para o bebê”, diz Daniela, enfatizando que, se neste contexto, o apoio, o diálogo, a empatia, não se fizerem presentes no casal, podem trazer prejuízos na relação, pelo afastamento natural inicialmente experimentado e a distância que poderá ser reforçado com esta prática.

Se a decisão de trazer o bebê para sua cama for por motivos de praticidade e conforto temporário, mais fácil será na hora em que o casal decidir que a criança já pode ir dormir em seu próprio quarto. “Provavelmente fique mais fácil apresentar o novo espaço para a criança. Porém, quando o olhar dos pais não percebe o crescimento do bebê, a mudança de demanda, pode haver dificuldades no entendimento da criança porque é necessário essa mudança de ambiente”, alerta.

Ela salienta que é natural que a chegada de um bebê modifique a vida a dois. “Mas é preciso não esquecer que passado algum tempo, a retomada da relação de casal precisa ser reorganizada, e se faz importante, tanto para decidir a prática, quanto para revê-la e modificá-la”, salienta Daniela.

Segurança e conforto – Mães que hoje adotam o co-sleeping garantem que se sentem seguras por teus seus bebês ao lado. A técnica em Enfermagem Deise Maria Ourique da Rocha, de 28 anos, conta que, ao nascer, João Vítor ficou onze dias hospitalizados, sendo nove na UTI. “Na nossa primeira noite em casa, ele dormiu no carrinho. Mas eu não me sentia segura”, lembra. A decisão de trazê-lo para dormir com ela aconteceu naturalmente. “Eu não dormi tranquila naquela primeira noite. Ele não chora alto, só resmunga, por isso tinha medo de não ouvi-lo chorar”, conta. Como ela havia comprado um “ninho”, decidiu coloca-lo junto com ela, na cama.

Solteira, ela conta que a partir daquele momento, passou a ter noites mais tranquilas. “Como moramos só eu e ele, e minha cama é de casal, coloquei o ninho na cama e ele dorme a noite toda ali comigo. Assim, a qualquer movimento dele eu acordo e vejo!”, relata. Ela acredita que, além de se sentir mais segura para atendê-lo, caso chore, ela considera que a prática da cama compartilhada os deixa cada vez mais próximos.

Este vínculo estabelecido com o bebê também é a razão apontada por outra mãe para adotar a prática. Alessandra Nunes, 41 anos, analista de sistemas e blogueira, aponta que se sente mais próxima, mais ligada à filha. “Sinto que ela se sente segura, amada, cuidada de uma forma especial. Acho que eles crescem tão rápido, porque eu preciso ter pressa?! Quero poder curtir ao máximo minha filha”, fala.

Ela conta que no início queria que a filha Giovana, hoje com 8 anos, dormisse na própria cama. “Mas quando voltei a trabalhar foi muito complicado acordar várias vezes à noite e ir atendê-la. Foi então que achei que levá-la para cama ia ajudar e foi a melhor coisa que eu fiz”, garante. Outro motivo para adotar a ideia foi porque a menina teve problemas respiratórios desde pequena. “Eu precisava mantê-la mais aquecida, e era difícil porque ela não ficava com as cobertas. Além disso, tinha os cuidados com a medicação, que precisava ser administrada. Assim, me sentia mais segura com ela mais próxima”, enfatiza.

O apoio do esposo foi fundamental, conta Alessandra. “Eu tentava manter a linha “minha filha dorme no berço desde bebê” e meu marido sempre insistindo para deixá-la com a gente”, relembra. O relacionamento do casal, garante, amadureceu bastante com a cama compartilhada. “Além da maturidade é preciso ter um pouco de criatividade para os momentos a dois e paciência de ambos, cumplicidade. É preciso que os dois tenham a visão da parte boa, que as mudanças no relacionamento são consequência e pode até dar uma animada, se encarado da forma correta”, acredita.

Vanessa Soletti 28 anos, consultora de vendas, também contou com o apoio do marido na decisão. Ela conta que quando Benjamin nasceu, o casal havia comprado todo o quartinho dele, berço, guarda-roupas. “A minha ideia desde o início, pensando ser o melhor para ele, seria colocá-lo no berço”, afirma. Porém, quando nasceu, Benjamin tinha muita cólica e no primeiro mês dormia muito pouco. “Para conseguirmos dormir, meu esposo o colocava em cima do peito. Com o tempo, acabamos o colocando ao nosso lado”, relembra. Vanessa ressalta que, no começo, ficava preocupada com os riscos em ter o bebê na cama com eles. “Fiz algumas pesquisas e na maioria falava dos benefícios da cama compartilhada como sentimento de segurança e proteção que o bebê sente”, aponta. Hoje com quase 10 meses, Benjamin segue na cama com o casal. “Acredito que além de estar perto de nós, ele tenha como benefício segurança, aconchego, calor de mãe e pai”, fala.

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