Causas e consequências da microcefalia

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grávida

Um dos assuntos mais comentados tanto pela mídia como entre pais e pediatras ultimamente é o aumento dos casos de microcefalia e sua associação com a infecção materna pelo Zika vírus, ainda durante a gestação. A médica Dra. Patrícia Gordin Panni, da Clínica Panni, explica que se trata de uma condição em que a cabeça e o cérebro da criança são menores que o normal para a sua idade (feto ou criança), influenciando o seu desenvolvimento mental. Ela também faz um importante alerta: não existe comprovação de que ocorra ligação entre a microcefalia e a vacina da rubéola.

Dra. Patrícia Panni salienta que o Ministério da Saúde já divulgou recomendações especiais para as gestantes e mulheres em período fértil. “No entanto muitos estudos ainda estão sendo realizados visando esclarecer melhor de que forma este vírus está atuando no organismo humano, como ocorre a infecção do feto e o período de maior vulnerabilidade para a gestante”, diz. Segundo ela, é muito importante também enfatizar que não existe nenhum dado científico associando a microcefalia com vacina da rubéola. “Esta vacina é de extrema importância e deve ser fornecida a todas as mulheres em idade fértil que ainda não estejam imunizadas. No entanto, é contraindicada na gestação, assim não podendo estar associada aos casos presentes”, explica.

A microcefalia pode ser diagnosticada ainda durante a gestação, por meio da ecografia obstétrica, na qual são feitas algumas medidas do bebê e a estimativa do peso. Entre as medidas fornecidas por este exame está o tamanho da cabeça, que conforme a comparação com as outras medidas e a idade gestacional, já pode sugerir a presença desta alteração.

Após o nascimento do bebê, a presença da microcefalia é verificada através da medida da cabeça por meio de uma fita métrica. Esta medida é feita desde o nascimento até o primeiro ano de vida, como rotina, pelo médico pediatra, na consulta de puericultura. “Estas consultas são muito importantes porque têm o objetivo exatamente de avaliar o crescimento da criança, tanto em peso, altura, perímetro cefálico e abdominal como também o seu desenvolvimento cognitivo e motor”, explica Patrícia.

A presença da microcefalia pode causar quadros variáveis de retardo mental, déficit cognitivo, convulsões e paralisias, por isso o diagnóstico precoce é de extrema importância, reforça a médica. “Diagnósticos tardios podem trazer consequências graves e permanentes para a criança afetando consideravelmente sua qualidade de vida e de seus familiares.” Mas como o momento é de apreensão, o ideal, segundo a médica, é que em caso de dúvidas, cuidados especiais e planejamento familiar, a pessoa converse com seu médico de confiança.

Dra. Patrícia Panni Médica Clinica Geral CRM/RS 27244 9129-2239

Dra. Patrícia Panni
Médica
Clinica Geral
CRM/RS 27244
9129-2239

As causas da microcefalia podem ser classificadas como:

– primárias – associadas à algumas síndromes genéticas como – Síndrome de Down, Síndrome de Edwards, Síndrome de Cri-du-chad, entre outras;
– secundárias – ocasionadas pela exposição da mãe, principalmente no primeiro trimestre de gestação, a situações como:
– abuso de álcool, drogas e alguns medicamentos
– radiações
– situações metabólicas da mãe (diabete melito mal controlado, fenilcetonúria, hipotireoidismo).
– infecções (toxoplasmose, rubéola, varicela, citomegalovírus, zika vírus),

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