Amamentei com exclusividade até o sexto mês

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A maternidade tem muitos períodos desafiadores, tanto para os papais como para as mamães. É o momento de se reinventar e descobrir o amor incondicional. Um dos desafios da chegada de um bebê, sem dúvida é a amamentação. Os manuais falam na dedicação exclusiva da mãe, mas a realidade acaba sendo um desafio. Clarice Terra Fagundes conta para a Baby’s Magazine todos os desafios, novidades e superações em amamentar com exclusividade até os seis primeiros meses do Benjamim.

“Nunca pensei muito sobre a amamentação, mas quando engravidei do Benjamin, esse desejo aflorou e desejei muito amamentar de forma exclusiva até o sexto mês, como preconizam os médicos e especialistas. O primeiro complicador apareceu porque eu tinha bicos invertidos. Me informei com a minha obstetra e no Curso de Gestantes com a Carol Bastos e fui encorajada. Tive a certeza que conseguiria.
Quando eu era bebê não fui amamentada pela minha mãe. Ela não conseguiu e eu não cheguei a receber nenhuma gota de leite materno. Talvez por isso, meu desejo era tão forte.
O Benjamin nasceu com quase 4 quilos de parto normal! Ficamos três dias com ele no hospital para controle de glicemia. Me recuperei super bem do parto. Embora tenha recebido todo o apoio e orientações no Hospital ganhei alta sem saber amamentar e o Benjamin sem saber mamar. Foi bem difícil e complicado. Quando cheguei em casa já estava com as mamas bem ingurgitadas, fiz compressas e os bicos já estavam machucados. Não usei o bico intermediário com medo de atrapalhar. Comecei a ordenhar e dava o leite de colherinha. Na primeira consulta depois de uma semana o pediatra nos alertou que ele tinha perdido muito peso. Nesse momento parei e pensei: é agora ou nunca! Resgatei uma força interior e na próxima semana tudo começou a melhorar. Benjamin começou a mamar de forma adequada e a ganhar peso. Ele era insaciável. Ficava muito tempo no peito e os intervalos entre as mamadas eram pequenos. Tive sorte de ele sempre dormir bem à noite, já a partir da primeira semana. Até os quatro meses acordava uma vez, lá pelas 4 horas da manhã para mamar.
Recebia muitos conselhos, a maioria acabava atrapalhando. O melhor foi a gente ir se conhecendo, mãe e bebê. Cada dupla tem o seu jeito, o seu aconchego. Criamos uma rotina desde o início. Nosso vínculo foi forte desde o primeiro momento. Logo que nasceu quando ele ouviu minha voz parou de chorar. Impressionante. É um amor que aumenta a cada dia.
Chega um momento em que amamentar se torna maravilhoso. A melhor coisa que podemos fazer. As coisas vão se ajustando e melhorando a cada dia. Me senti mais segura quando vi que ele crescia e se desenvolvia normalmente. Cada dia é uma novidade, uma evolução. É olho no olho. Sempre falo: meu leite é forte. E é mesmo. Mantive a alimentação do Benjamin até os 6 meses só com leite materno, sem qualquer outro alimento, água ou chá. O aleitamento materno é o melhor presente que uma mãe pode dar a seu filho. É tudo de bom. Além de alimento é saúde, amor e paz.
O Benjamin iniciou a alimentação complementar a partir do sexto mês. Experimentando novos sabores, mas gosta mesmo é do leite da mãe. Papai Felipe faz tudo, dá comidinha, brinca, dá banho, faz dormir. Hoje Benjamin está com sete meses e a gente está curtindo muito todos os momentos. Olho para trás e penso que valeu muito a pena.”

 

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