A doçura da criação dos netos

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Elas já criaram seus filhos, enfrentaram inúmeras noites mal dormidas com seus pequenos com febre e doentes, viram seus bebês crescerem e agora curtem os netos com tudo o que podem. E isso inclui brincar muito, fazer muita bagunça e, porque não, voltar a ser criança junto com os pequenos. As avós curtem o crescimento dos netos com um gosto especial: podendo brincar sem a pressão de ter sobre seus ombros a responsabilidade da criação. Não que com as avós pode tudo! Elas colocam limites, seguem o que os pais fazem, mas tudo com um toque muito especial: carinho de vó!

As avós que hoje curtem a vida com os netinhos garantem que a experiência de ter criado um filho contribui para que tenham mais serenidade e tranquilidade ao lidar com seus netos. “É preciso impor limites aos netos, mas de maneira diferente dos filhos”, garante Elisabete Vinciprova. Ela mesma diz que isso ocorre talvez por ver hoje o mundo diferente do que sentia há 20 ou 30 anos. “Quando temos filhos somos ainda muito inexperientes. Quando chegam os netos, já temos mais serenidade, mais maturidade”, diz. Para ela, não existe uma grande diferença entre criar um filho e um neto. “Eu sempre coloquei mais o carinho à frente da autoridade de mãe”, conta.

O carinho como receita na criação dos netos também é a ferramenta usada por outra vovó. Rosania Evangelista Vara, vendedora de 58 anos, acredita que os pais têm a responsabilidade e a obrigação de ensinar e com os avós, a relação é “mais água com açúcar”. Mas ela enfatiza que é preciso impor limites. “Tento sempre me colocar no lugar da mãe dele, fazer as coisas como ela faz. A criança não pode fazer o que quer. É preciso colocar limites, sim, mas com doçura”, diz Rosania.

A enfermeira Tereza Cristina Amaral Diniz, de 61 anos, é outra que procura seguir o que os pais de seus três netos fazem, até mesmo para não desautorizá-los. “Algumas vezes acho que os pais estão sendo muito rigorosos, mas jamais interferi. A diferença com os netos é que não sou diretamente responsável pela educação deles, então posso me preocupar mais com a brincadeira”, conta ela. A ideia é compartilhada pela bancária aposentada Vera Dutra, de 63 anos. “A relação entre vó e neto é  diferente da relação mãe e filha. O amor e cuidados são iguais, mas com o Nícolas eu tenho mais tempo para brincar,  ensinar a fazer algumas  “bagunçinhas”, sem a responsabilidade que eu tinha com a educação da minha filha”, fala Vera.

 

Voltando a ser criança

A vendedora Rosania volta a ser criança com as brincadeiras que os dois criam. Eles têm códigos e senhas secretos, que só eles conhecem e decifram. Mas uma das brincadeiras preferidas da dupla é inventar viagens por lugares distantes e, por vezes, desconhecidos. “Voamos na nossa imaginação. Vamos para Tapes, depois Lajeado, para Nova York, Rio de Janeiro… Ele é o piloto, e voamos por todos esses lugares, em segundos, tudo na base da imaginação”, conta.

Convivendo de forma muito próxima a seus três netos, a enfermeira Tereza Cristina Amaral Diniz, aponta que as brincadeiras com os pequenos são os melhores momentos de seu dia. “ Mesmo cansada não resisto quando a Luiza me olha e diz: Vovó vamos brincar de loja? ou vamos fazer bolha de sabão? Não tem preço acompanhar o desenvolvimento deles”, garante.

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